A lendária Ronda Rousey voltou a causar burburinho no mundo do MMA – mas desta vez não foi falando do octógono. Em coletiva realizada na última terça-feira (12), antes de seu aguardado confronto contra Gina Carano, Ronda não poupou críticas ao UFC, acusando a organização de tratar a “marca” como estrela principal e perder o foco nas lutas e nos atletas. Essa declaração veio em um momento decisivo, já que o combate entre Rousey e Carano acontecerá fora do UFC, mostrando uma verdadeira crise interna na principal promotora de MMA do planeta.
Se você é fã de MMA, provavelmente já está ligado: a superluta entre Ronda Rousey e Gina Carano está marcada para o dia 16 de maio de 2026, organizada pela Most Valuable Promotions (MVP), evento fundado por Jake Paul, com transmissão exclusiva pela Netflix. Essa escolha por uma plataforma alternativa é uma das fortes raízes das críticas da ex-campeã do UFC.
Ronda Rousey: “UFC perdeu o foco no lutador”
Em suas declarações, Rousey detonou o modelo de negócio da organização: “O UFC não está valorizando o lutador, eles querem que a marca seja a estrela. O foco deveria ser o atleta, o combate, não só o logo ou a disputa de marketing. Isso é decepcionante para quem realmente busca batalhas e emoção.” Para Ronda, isso cria um ambiente ruim para quem quer competir sério: “O UFC virou um dos piores lugares para lutar.”
Diversas mídias brasileiras repercutiram as críticas da ex-lutadora. A NSC Total chamou atenção para sua insatisfação geral com a gestão do UFC, enquanto o Bahia Notícias destacou a afirmação de Rousey sobre o atual modelo da empresa, ressaltando o desgaste na relação lutador-organização.
Por que a luta com Gina Carano saiu do UFC?
Essa luta tem tudo para ser histórica, mas não acontecerá nem na maior e mais tradicional empresa do MMA. A organização do combate pela MVP reforça o cenário de que o UFC perdeu uma grande oportunidade. Jake Paul, figura forte nos esportes de combate e agora dono de evento, firmou acordo com a Netflix para transmitir a superluta que coloca frente a frente duas das maiores mulheres que marcaram o MMA feminino.
Essa movimentação deixa claro que Ronda, que foi uma das principais responsáveis por catapultar o MMA feminino no UFC, agora opta por uma alternativa fora da organização. Isso evidencia um possível hiato entre o que o UFC oferece hoje e as expectativas dos principais nomes do esporte.
Sem resposta oficial do UFC até agora
Até o momento, não houve uma resposta oficial do UFC ou de Dana White sobre as duras críticas feitas pela ex-campeã. A ausência de posicionamento alimenta ainda mais o debate entre fãs e especialistas, que questionam se a organização está aberta ao diálogo para melhorar a relação com seus atletas e o conceito do esporte.
O legado de Rousey e o futuro do MMA feminino
Não dá pra esquecer que Ronda Rousey foi uma revolução no MMA feminino, sendo a atleta que ajudou a quebrar barreiras e colocar as mulheres em destaque no octógono do UFC. Agora, com sua crítica pública à gestão, fica a reflexão: o que mudou para que ela veja a organização como “perdida”? Será que a busca por grandes nomes e marcas está colocando o dinheiro acima da essência do combate?
Quem acompanha o MMA sabe que o esporte está sempre evoluindo, e essa troca de farpas pode muito bem ser o motor para mudanças importantes em 2026 e além.
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